segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Brincar, conhecer, aprender e outros verbos

Mais um semestre que começa...
O primeiro dia de aula me deixou desanimada, pois as novas instalações só ratificaram que a UNIFACS não dá o valor devido aos cursos EAD (ainda mais Pedagogia!). Agora, estamos em um prédio comercial e as salas ficam em lojas. O espaço é apertado, cadeiras coladas nas outras. Péssima impressão me deixou...
A minha turma, como tinha menos de 10 alunas, se juntou à outra turma. Eu queria tanto que isso ocorresse, mas me arrependi... As meninas fazem muita zoada, é muito barulho, brincadeira o tempo todo... Não gostei do que vi e vivenciei.
Tento não me abater, mas estou sem vontade de ir à aula no próximo sábado. Tomara que eu esteja errada!
Durante as férias, li poucos textos da área: o que é uma vergonha! Bem , o mais representativo foi esse:

  • ROSA, Sanny S da. Brincar, conhecer, ensinar. São Paulo: Cortez, 2010.
O livro, com estilo leve e descontraído, questiona e apresenta o que se passa na escola, a relação de ensino-aprendizagem, sobre a sensibilidade que o ofício docente exige e o papel do brincar. A leitura é bem fácil.
Além de ler, aproveitei as férias para curtir meu filho e meu marido. E, como não poderia deixar de ser, viver os conflitos da educação de Felipe. Eu e o pai discordamos na forma de disciplinar e dar limites. 
Ele ainda acredita nos tapas para educar e, muitas vezes, exagera porque age no momento de raiva.
Eu (muitos julgam que sou permissiva), porém, prefiro acreditar no castigo e no diálogo. 
Entretanto, é vivenciando e refletindo sobre nossas ações que vamos aprendendo. É preciso ser reflexivo, não só na docência, mas, principalmente, na vida.

2.2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vídeo sobre ITC

A vergonha do semestre para mim foi esse vídeo de ITC (Introdução do Trabalho Científico). Entretanto, acredito que, passado os problemas e momentos de raiva, serviu para meu aprendizado.

Veja a tristeza:


http://www.youtube.com/watch?v=ScbBbtv2GrY

06.2012


domingo, 10 de junho de 2012

Mais um semestre que vai embora

Fiquei tempos sem escrever, pois o final do semestre acadêmico foi corrido e atropelado pela greve de policiais e dos rodoviários.
Foi um semestre, para mim, de dificuldades e, talvez por isso, de muitos aprendizados: trabalhos em grupo se multiplicaram e me trouxeram angústias, momentos de raiva e questionamentos; atividades que me obrigaram a buscar novos conhecimentos e interações, como fazer um vídeo em ITC (Introdução ao Trabalho Científico) e uma revista eletrônica sobre educação em PPP II (Pesquisa e Prática Pedagógica); além de testar minha força de vontade e persistência diante da evasão dos colegas de meu grupo De Olho no Foco.
Quanto à revista, ainda me permitiu ter contato com o Design, minha primeira formação profissional, imagine, então, a minha alegria de poder unir dois lados da mesma pessoa (eu!).
Houve algumas decepções como a Disciplina Arte-Educação, que esperava mais conteúdo e aprendizado. Achei que, mesmo pesquisando outras fontes, fiquei ainda com um vazio, algo faltando. Talvez minha identificação com as Artes me fez esperar muito dessa matéria.
Contudo, agora, sinto-me mais certa de continuar essa caminhada, pois estou me identificando com os conteúdos e acredito que pode me abrir muitas portas. Já comecei a pesquisar uma possível área para a Pós-Graduação que pode me ajudar a crescer dentro ou fora do banco: Desenvolvimento Regional.
O importante é que estou aberta a pesquisar as diversas possibilidades e encontrar o meu caminho.
Agora, apreciem a nossa revista EducAção. As imagens não estão na ordem devida.
06.2012














sábado, 5 de maio de 2012

Entre pesquisas e trabalhos em grupo

No dia 19/04/2012, participei da palestra "Quero pesquisar, mas como começar?" com a profa. Tereza Cristina.

Ela apresentou os tipos de conhecimento: popular, científico, filosófico e religioso. Além disso, fez um breve relato histórico do curso de Pedagogia e a importância do professor pesquisador.

Então apresentou todos os tópicos de um projeto de pesquisa, conteúdo que não é novo para mim, mas sempre atiça a vontade de pesquisar.

Por falar nisso, esse semestre temos "Introdução ao Trabalho Científico" e tenho sofrido, porém, não pelo assunto nem pela disciplina, mas pelo trabalho em grupo. Ô coisa difícil!

As pessoas trabalham o dia inteiro, tem compromissos, não se comunicam e fica tudo mais complicado... O trabalho fica nas mãos, ombros e tudo de um só. Nesse caso, eu.

Acredito que como futuros pedagogos devemos agir da forma que iremos querer que os nossos alunos ajam: com respeito ao colega, participando realmente das atividades e caso não possa estar, que, pelo menos se comunique e se justifique. Um simples nome no trabalho sem ao menos acompanhar o processo (mesmo que à distância), para mim, mostra-se aético. Como cobrar ética, disciplina e respeito se não fazemos disso valores em nosso cotidiano?

É para se pensar no quanto, muitas vezes, uma pequena situação esconde muito mais em suas raízes.

1.2012

sábado, 21 de abril de 2012

Pro Dia Nascer Feliz (2006)


 1.2012






Pela Disciplina Educação e Cidadania, tive que assistir o documentário "Pro Dia Nascer Feliz", do diretor João Jardim. Mas, na verdade, já havia assistido um tempo atrás.

Bem, começa com imagens e narrativa de um filme dos anos 60 sobre a juventude transviada e questionando se a solução não seria a escola.
Depois pula 40 anos e mostra o que mudou: há escola para todos, mas poucos terminam os estudos e desenvolvem a leitura e a escrita para as práticas sociais.
É assim que o documentário inicia a sua jornada, apresentando cotidianos escolares de regiões diversas do Brasil, desde uma pequena escola em Manari/PE até uma escola de elite na capital paulista.
Mostra realidades que faz o espectador refletir e confirmar a escola como reprodução da sociedade, principalmente pelas situações de violência não só física, mas simbólica, alimentando um ciclo de exclusão social.
Começando pelos professores, o documentário apresenta-os nas escolas públicas como trabalhadores desvalorizados, vítimas do descaso do Estado e da violência por parte dos alunos. Uma professora carioca e uma pernambucana argumentam que os docentes andam desestimulados por causa do desinteresse dos estudantes e mesmo os profissionais mais participativos se sentem massacrados pela estrutura, condições de trabalho e política educacional brasileira.
Talvez, por isso, esses professores violentados pelo Estado também pratiquem contra seus alunos o mesmo ato, acabam legitimando o discurso do fracasso e da incompetência. Como no caso da garota Valéria (Manari/PE), que, apesar de todos os obstáculos, escreve poesias, mas é desacreditada de seu talento  pelos docentes de sua escola.
E não para por aí, as escolas mostram-se distantes da realidade dos alunos, transmitindo-lhes um “ensino” descontextualizado  e homogeneizador, sem respeitar diferenças. Como prender a atenção e o interesse de adolescentes, quando o mundo lá fora parece mais rico? Essa situação pode ser observada no documentário tanto nas escolas públicas quanto na escola particular, que em sua maioria têm-se garotas e garotos sonolentos e dispersos.
Entretanto, a divisão de classes é visível, já que os alunos do colégio de elite são cobrados, pressionados e preparados para o mercado, para conquistar trabalhos bem remunerados e socialmente valorizados. A violência nesse caso é praticada não só pela escola, mas também pelos pais em busca da dita qualidade.
No caso dos estudantes de escolas públicas, a eles são reservados futuramente subtrabalhos ou trabalhos mal remunerados e desvalorizados. É a escola servindo para manter o status quo, violentando adolescentes e crianças, sem formar cidadãos, mas indivíduos para aceitar o seu “destino social” como culpa deles mesmos.
O documentário ainda mostra garotos que vivem tentados pela criminalidade, uma garota contando como assassinou a facadas uma colega no pátio da escola e outra que desistiu de estudar por conta das ameaças de colegas.
E, mais uma vez, essa escola se apresenta como um retrato dessa sociedade. Essa última cruel, antidemocrática, sem limites e sem respeito ao outro,  em que políticos roubam, não são culpabilizados e punidos, em que a cultura da violência/morte está em voga e a mídia alimenta os desejos de consumo para poucos. Esse é o retrato da realidade que alimenta a escola.
Mas iniciativas como esse filme servem para refletir e abrir o debate sobre a educação e a juventude. Muito além de escolas públicas e particulares, deve-se priorizar  a educação como elemento fundamental para formar cidadãos e interromper esse ciclo perverso e violento de exclusão.
1.2012


Referências
ABRAMOVAY, Miriam. Educar, Condicionar ou  Punir. Disponível em:  <www.miriamabramovay.com> Acesso em: 13/04/2012.

BANDEIRA, Lourdes e BATISTA, Analia Soria. Preconceito e Discriminação como Expressões de Violência. Disponível em:  <http://www.scielo.br/pdf/ref/v10n1/11632.pdf >  Acesso em: 13/04/2012.

 Acesso em: 13/04/2012.

TEIXEIRA, Alexnaldo Rodrigues e AZEVEDO, Eulália Lima.  Aula 04Ética e Educação: Uma Introdução In: UNIVERSIDADE SALVADOR - UNIFACS. Módulo da disciplina Educação  e Cidadania: curso de Pedagogia. Salvador: Unifacs EaD, 2012 p.691 a 706.

TEIXEIRA, Alexnaldo Rodrigues e AZEVEDO, Eulália Lima.  Aula 05Violência e Instituição Escolar. In: UNIVERSIDADE SALVADOR - UNIFACS. Módulo da disciplina Educação  e Cidadania: curso de Pedagogia. Salvador: Unifacs EaD, 2012 p.707 a 720.

TEIXEIRA, Alexnaldo Rodrigues e AZEVEDO, Eulália Lima.  Aula 06Racismo: Representações e Vivências do Preconceito na Escola. In: UNIVERSIDADE SALVADOR - UNIFACS. Módulo da disciplina Educação  e Cidadania: curso de Pedagogia. Salvador: Unifacs EaD, 2012 p.721 a 730.

domingo, 1 de abril de 2012

Estudo Histórico

"Embora não sejamos capazes de voltar ao passado, nem de chegar ao futuro, nem mesmo de manusear o presente, somos, mesmo assim movidos pelo eterno e incansável desejo de saber. E queremos o saber não só para nos apropriarmos dele, mas queremos nos apropriar do saber para possuirmos elementos de manipulação. O saber, portanto é uma das dimensões da política que é um dos braços da economia que interfere nas relações sociais e, portanto, interfere em nossas vidas cotidianas. Estudamos história não por amor ao passado, mas porque queremos interferir em nosso cotidiano, que é um presente fluído, constante e virtuosamente sendo arremessado ao passado." (CARNEIRO, 2008)

Ontem, 31/03/2012, foi a apresentação da atividade de Pesquisa e Prática Pedagógica II sobre Estudo Histórico.
Devíamos, em grupo, escolher um colégio para estudar sua história, proposta político-pedagógica, suas peculiaridades e especificidades.
O meu grupo escolheu o ISBA, colégio em que estudei de 1987 a 1993 e em que a outra colega possui uma filha que hoje estuda lá.
O estudo histórico foi muito gratificante de fazer, pois, apesar de ter estudado lá, não conhecia todo o percurso da irmã Maria Alice até a formação e construção do ISBA.
Outro ponto importante foi entender que nada é estanque, ou seja, as mudanças e decisões (pedagógicas e estruturais) do colégio estão ligadas ao contexto, ao que acontece em sua volta.
Além disso, conhecer a história, ajuda-nos a entender o presente, como chegou a tal ponto e, como educadores, entender todo o caminho pedagógico percorrido pela instituição.
A minha crítica fica por conta da forma de trabalho (em grupo) porque, em um curso EAD, as pessoas têm muito pouco tempo ou moram no interior do Estado, fica difícil se reunir e debater, o que quase sempre acaba sobrecarregando um/dois integrantes.
Outra observação é o prazo, senti-me um pouco frustrada por não ter um tempo adequado para um trabalho mais completo, mais profundo. Ainda mais um colégio como o ISBA, em que os profissionais não estão à disposição, precisa agendar, entre outras ações.
Como dificuldade foi o trancamento do curso por uma das colegas da equipe (desfalque) e que era responsável pela pesquisa inicial, atrasando e encurtando ainda mais o nosso prazo.
Contudo, os frutos colhidos são positivos.
Para mim, particularmente, atualizou a imagem “congelada” do ISBA em minha memória e, como aspirante a educadora, pude analisar pontos do colégio que nunca havia observado.
Abaixo estão os slides do trabalho apresentado:




















Referência:

CARNEIRO, Neri de Paula. O Porquê do Estudo Histórico. Disponível em http://www.webartigos.com/artigos/o-porque-do-estudo-historico/5230/ Acesso em 01/04/2012




quarta-feira, 21 de março de 2012

Piaget, Vygotsky, Wallon e as portas que o conhecimento abre

No último dia 20/03/2012, tive uma reunião de pais e mestres na escola de meu filho Felipe (Grupo 5). Reunião longuíssima, com mais de duas horas de duração...
Entretanto, serviu para eu perceber o quanto é importante o conhecimento. O diretor da escola desfilou os seus termos pedagógicos e suas especificidades, talvez, no intuito de demonstrar a "profundidade de seu conteúdo". Por que outro motivo usaria a expressão "sociointeracionismo" em um ambiente de pais de outras áreas, profissões e ocupações, e mais interessados em saber sobre o cotidiano de seus pequenos.
Onde quero chegar? Bem, senti-me mais segura, pois aquilo, para mim, não era mais grego. É, estou estudando sobre o sociointeracionismo na Disciplina Psicologia da Educação, incluindo Piaget, Vygotsky e Wallon .
Tem me ajudado muito na relação com o meu filho e sua aprendizagem. Ai, se eu soubesse disso em 2011, quando meu garoto passou por dificuldades de entrosamento e desenvolvimento na escola. O conhecimento é como a luz que incide sobre a caverna escura, dá segurança para se posicionar.
Vamos ver algumas idéias do trio sociointeracionista.
Piaget, biólogo, entendia que todos os seres vivos procuram equilíbrio na troca com o meio ambiente. O ser humano não é diferente, busca a equilibração. Acreditava que situações novas provocam novos conhecimentos através da assimilação (incorporação pelo indivíduo de elementos do ambiente) e acomodação (modificação dos esquemas já conhecidos), resultando na adaptação. Trouxe a idéia de estágios de desenvolvimento através de um processo linear, um após o outro e sem queimar etapas.
Concordo (?) em parte com Piaget quanto à maturação, mas não na linearidade, pois com Felipe não foi assim, teve momentos em que um se sobressaia a outro e até momentos de regressão.
Quanto à Vygotsky, valorizou a interação social como fonte de desenvolvimento da cognição e do comportamento, ou seja, a criança se desenvolve no contato com os outros e muda de acordo com o meio.
Acredito em um mix de Piaget e Vygotsky, o indivíduo se desenvolve na relação com o outro, mas também passa por um processo interno.
Já Wallon não acreditava na linearidade do desenvolvimento, há estágios, mas um pode se sobrepôr a outro ou pular etapas. Ele dá um papel de destaque para a afetividade que é uma mola propulsora e funciona como um instrumento de sobrevivência.
Não preciso nem dizer que, do jeito que sou emotiva, acredito no afeto para tudo: para educar, para ajudar, para transformar realidades e tornar o mundo melhor. Portanto, Wallon, por enquanto, é o meu preferido.
Acima de tudo, esse conhecimento me fez respeitar mais o meu filho e o seu ritmo e maturidade. Não espero que ele seja igual a Fulano ou Beltrano, mas que desenvolva autonomia para seguir seu caminho.
Antes de terminar com meus devaneios e estudos, não posso deixar de registrar o meu orgulho, pois, antes de ser pedagoga (aspirante), sou mãe. Nessa mesma reunião, Felipe foi um dos destaques pelo seu desenvolvimento e relacionamento com os coleguinhas. Depois de toda dificuldade que passou no ano de 2011, isso é uma vitória, ou como diz os piagetianos, ele se adaptou.

1.2012

Referência:
VAZ, Claudia e UZÊDA, Sheila. Aula 06 - Abordagem Cognitivista: Jean Piaget. In: UNIVERSIDADE SALVADOR - UNIFACS. Módulo da disciplina Psicologia da Educação: curso de Pedagogia. Salvador: Unifacs EaD, 2012 p. 283 a 298. Disponível em: http://www.ead.unifacs.br/moodle/file.php/3193/aulas/psico_educacao_aula06.html
 VAZ, Claudia e UZÊDA, Sheila. Aula 07 - Henri Wallon e sua perspectiva dialética a respeito do desnvolvimento humano. In: UNIVERSIDADE SALVADOR - UNIFACS. Módulo da disciplina Psicologia da Educação: curso de Pedagogia. Salvador: Unifacs EaD, 2012 p. 299 a 308. Disponível em: http://www.ead.unifacs.br/moodle/file.php/3193/aulas/psico_educacao_aula07.html
 VAZ, Claudia e UZÊDA, Sheila. Aula 08 - A abordagem histórico-cultural de Vygotsky. In: UNIVERSIDADE SALVADOR - UNIFACS. Módulo da disciplina Psicologia da Educação: curso de Pedagogia. Salvador: Unifacs EaD, 2012 p. 309 a 320. Disponível em: http://www.ead.unifacs.br/moodle/file.php/3193/aulas/psico_educacao_aula08.html